Aprenda já a garantir o lucro de seu dinheiro com o DPGE emprestando dinheiro a bancos com garantia de até R$ 20 milhões

Aprenda já a garantir o lucro de seu dinheiro com o DPGE emprestando dinheiro a bancos com garantia de até R$ 20 milhões

 

O DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial) surge como resposta a pergunta.

Onde investir em segurança total valores acima de R$ 250 mil?

Todo o mundo já sonhou – principalmente quando a Mega-Sena acumula: como proteger somas grandiosas das incertezas econômicas?

Este é o máximo protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito  em investimentos como CDB, LCI, LCA e poupança.

Pode-se espalhar o dinheiro em mais de uma instituição, certo?

Mas será que existe opção melhor que essa?

Sim.

E o nome dela é DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial).

O Fundo Garantidor de Crédito, nesse investimento, protege até R$ 20 milhões.

O DPGE   paga taxas tão boas quanto às do CDB ou até melhores.

E se está pensando em o que fazer a qualquer valor acima de R$ 250 mil do qual possa abrir mão nos próximos 12 meses ou mais, esta é uma excelente alternativa.

Neste artigo vamos saber tudo sobre DPGE:

  • DPGE: rentabilidade e quanto rentável rende por dia?

O QUE É DPGE?

O DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial  nada mais é que um empréstimo que se faz a um banco, a alguma instituição financeira.

Como qualquer empréstimo de dinheiro, o tomador do empréstimo tem a obrigação de devolvê-lo depois de um tempo, tudo acrescido de juros.

O CDB, o LCA, o LCI e até mesmo a humilde caderneta de poupança nada mais são que empréstimos que se faz a um banco.

Todos esses quatro exemplos têm garantida do Fundo Garantidor de Crédito até R$ 250 mil.

Quer dizer, se o banco for a falência e faltar dinheiro pra conseguir pagar a dívida, o Fundo Garantidor de Crédito paga tudo.

Mas e se o dinheiro que se tem pra emprestar ao banco for maior que R$ 250 mil?

Para isso, existe o DPGE.

O nome completo desse investimento é Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Crédito.

Tem esse nome porque, de fato, a garantia é especial: até R$ 20 milhões.

Isto é, se o seu dinheiro mais os juros forem inferiores a R$ 20 milhões e o banco no qual se investiu for a falência, recebe-se tudo de volta.

Esta característica específica faz que o DPGE seja das melhores opções a valores superiores a R$ 250 mil e a investidores conservadores que querem perder dinheiro nenhum.

Você vai saber tudo sobre o DPGE nos próximos tópicos.

POR QUE EXISTE O DPGE?

O DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial) – assim como outras modalidades de investimento de renda fixa – serve para os bancos captarem dinheiro a fim de que eles mesmos possam usar esses valores a fim de emprestar a terceiros.

Claro, os juros que eles pagam aos investidores é bastante inferior aos juros que eles cobram dos terceiros que tomam empréstimos das instituições.

Geralmente pagam certa porcentagem do CDI, algo entre 103% e 120% dessa taxa que mede os empréstimos feitos entre os bancos.

Parece estranho, mas é assim que a economia funciona.

A definição técnica de DPGE: um título de renda fixa representativo de depósito a prazo criado na intenção de auxiliar instituições financeiras.

Isso inclui bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento, de investimento, incluindo sociedades de crédito, financiamento e investimentos e caixas econômicas – de porte pequeno e médio a captar recursos.

Quem tem esse título tem um crédito frente ao emissor.

O DPGE foi criado pelo Conselho Monetário Nacional em abril de 2009, regulado pela Resolução 3.692, mas em 2012 a Resolução 4.222, criou nova modalidade, o DPGE II, atualmente a única vigente.

Todo DPGE deve ser registrado na Cetip através do CPF ou do CNPJ do investidor.

O DPGE II atende tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas, para quem não há diferenciação da primeira versão do DPGE. Para as instituições emissoras, obriga a elegibilidade às garantias do FGC e os prazos devem se ajustar aos valores.

Mas por que o DPGE foi criado?

Em 2008 houve a grande crise financeira mundial.

Por isso, em 2009, as instituições financeiras estavam passando por crise de liquidez. Sem dinheiro a fim de emprestar e a fim de financiamentos – fonte da renda dessas empresas -, as dificuldades eram grandes.

O DPGE se mostrou, então, como alternativa importante e prática na captação dinheiro e obter a liquidez necessária ao negócio.

O DPGE É PRA VOCÊ?

A boa notícia é que o DPGE é pra qualquer um que não queira perder grandes somas de dinheiro de jeito nenhum quando investidas em aplicações de longo prazo e de renda fixa.

A má notícia é que, de fato, é pra poucos. Você precisa ter muito dinheiro.

O valor mínimo para um DPGE é de R$ 250 mil.

Algumas fontes dirão que, pra valer a pena, precisa ter pelo menos R$ 1 milhão para investir.

Então, fiz uma lista pra saber se o DPGE é pra você:

  • Se você quer investir mais de R$ 250 mil e ainda assim ter a garantia do FGC;
  • Se você quer a segurança da renda fixa;
  • Se você gosta de investimentos pós-fixados: geralmente o DPGE é balizado por certa porcentagem do CDI;
  • Se você pode deixar todo esse dinheiro por não menos de seis meses e não mais de 36 meses;
    • Se você ganhou grande soma em dinheiro e quer diversificar um pouco do seu prêmio ou herança em aplicação muito segura.

TIPOS DE DPGE: TIPO 1 E TIPO 2

Do ponto de vista das normas, existem dois tipos de DPGE. Não vamos falar, então, sobre se são prefixados, pós-fixados e em que indicador eles são ancorados quando é o caso.

Quando foi criado em 2009, só havia um tipo de DPGE.

Mas em 2012 foi criado o DPGE conhecido como o DPGE 2 e que, atualmente, é o único vigente: o primeiro tipo de DPGE tinha limite e deixaria de ser emitido em 2016.

Do ponto de vista do investidor muda absolutamente nada.

Só muda para as entidades emissoras que precisaram adequar as garantias ao Fundo Garantidor de Crédito e a rentabilidade proporcional aos prazos de duração do investimento.

Como contrapartida, pagariam taxa de 0,3% ao ano ao FGC em vez da anterior, de 1%.

Para ter ideia, pelos CDBs os bancos pagam ao Fundo Garantidor de Crédito taxa de 0,25%.

Para os bancos, portanto, os DPGE 2 são mais seguros e mais baratos que os DPGE originais.

Os DPGE também podem ser classificados quanto ao seu regime de rentabilidade:

      • Pós-fixado: rentabilidade do CDI;
      • Pós-fixado: CDI mais porcentagem;
      • Pós-fixado por um índice de preços (IGP-M ou IPCA);

O mais comum, de fato, é o pós-fixado através de porcentagem do CDI que pode ir de 103% a algo pouco abaixo dos 120% do CDI.

VALOR MÍNIMO DO DPGE

Considerando o tamanho da garantia, já devemos imaginar que o DPGE não é pra investimentos pequenos.

De fato, o menor valor que encontrei é de um investimento mínimo de R$ 250 mil.

E, vamos convir, se vai colocar R$ 250 mil em um único investimento sem liquidez nenhuma, certamente tem reservado, no mínimo, quantia similar ou maior distribuída em investimentos de liquidez e riscos diferenciados.

No, entanto, como em qualquer investimento, quanto maiores os valores cedidos ao banco e quanto maior o tempo dessa cessão, maiores as vantagens em termos de remuneração.

Assim, DPGEs a partir de dois anos e a partir de R$ 1 milhão, tendem a ter remunerações mais vantajosas.

Ah, sim! A partir de dois anos a tributação também é menor, como veremos mais à frente, quando falaremos dos impostos incidentes sobre o Depósito a Prazo com Garantia Especial.

DPGE MAIS RENTÁVEL

A lógica pra encontrar o DPGE mais rentável não é diferente da lógica pra encontrar outros títulos de renda fixa mais rentáveis como o CDB, LCA, LCI e debêntures: mais dinheiro, mais tempo, mais rentabilidade.

A questão é que, se vai investir através do seu banco, terá apenas o leque de investimentos por ele oferecidos. E nem sempre esses produtos têm as melhores condições.

Através de corretora, tem-se acesso a diversos DPGEs de diferentes bancos.

Lembra que o DPGE foi criado na finalidade de salvar bancos pequenos e médios de um déficit de liquidez em 2009?

Claro que eles também terão as melhores taxas de remuneração.

Por ter um perfil que não pode investir demais em marketing e publicidade, essa diferença competitiva é convertida em vantagens em forma de juros aos investidores.

Numa corretora você ainda terá a vantagem de ter o intermédio de um agente autônomo de investimento.

Esse profissional não tem obrigação nenhuma em relação a nenhuma instituição, mas com você. Ele não precisa vender este ou aquele produto. Seu único compromisso é com você, pois se você cresce, ele também progride na sua carreira.

Ele vai saber indicar qual é o melhor DPGE do momento e, até mesmo, se esse é o melhor destino para o seu dinheiro de acordo com o seu perfil.

DPGE: Rentabilidade e quanto rende por dia

A rentabilidade do DPGE depende de vários fatores, entre eles se o DPGE é prefixado ou pós-fixado. E, se pós-fixados, a que índice ele está atrelado e em que regime de remuneração.

De antemão, podemos dizer que o DPGE mais comum é o pós-fixado, atrelado a porcentagem do CDI.

DPGE prefixado

O DPGE prefixado rende porcentagem fixa por ano no momento da aquisição do título.

Por exemplo, 10% ao ano.

Num cenário em que se vislumbra a queda dos juros básicos da economia, a taxa Selic, pode ser vantajoso adquirir um título prefixado.

Mas se os juros, por algum motivo maluco de nossa instável economia, começarem a subir a taxa superior à contratada, então o dinheiro investido perderá poder de compra.

DPGE pós-fixado pelo CDI

A maior parte dos DPGEs é pós-fixada, geralmente atrelada ao CDI. O CDI oscila muito próximo da Selic, a taxa básica de juros da economia, regulada pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma taxa referencial que os bancos usam para fazer empréstimos de curtíssimo prazo entre si e cobrir déficits uns dos outros.

Por exemplo, digamos que você adquira um DPGE que pague durante 109% do CDI ao ano para um período de 12 meses para o valor de R$ 1 milhão.

Hoje – 21 de agosto de 2017 – o CDI está em 9,14% ao ano. Se ela se mantivesse constante, o seu DPGE pagaria 9,96% ao ano, quase 10%.

Você receberia, ao cabo de 12 meses, R$ 96.626 por seu investimento. Esse valor é bruto.

Pela tabela regressiva que se aplica ao DPGE e aos outros investimentos de renda fixa, o imposto de renda retém 20% do lucro. Assim, nesse nosso exemplo hipotético, seu lucro líquido seria de R$ 72.200 ou 7,97% ao ano.

DPGE pós-fixado por outros indicadores

O DPGE também pode ser pós-fixados por índices da inflação como o IGPM e o IPCA, acrescidos de juros, mas estes não são tão comuns.

A grande vantagem dessa modalidade é a possibilidade de ter juros reais, acima da inflação, independentemente da política monetária do governo quanto às taxas da economia.

INVESTIR EM DPGE COM CORRETORA E NÃO COM BANCO

Nunca é demais enfatizar que as vantagens de se investir em DPGE através de uma corretora são bem maiores do que as oferecidas pela zona de conforto de um banco.

Não há mais desculpa para não se abrir conta em corretora.

Antes elas até eram inacessíveis aos meros mortais, mas agora basta acessar um simples cadastro online e enviar seu dinheiro através de um TED.

Muitas vezes não é pedido nem o envio de documentos comprovantes dos dados. Em questão de minutos você tem conta na corretora.

Diferentemente do banco, a corretora pode oferecer a você DPGEs de infinidade de instituições financeiras.

Lembra que o DPGE foi criado para favorecer a liquidez dos bancos de menor porte, que se viram em enrascada após a crise financeira de 2008?

É bem possível que seu banco, se for de grande porte, nem ofereça essa modalidade de investimento.

E se você tem mais de R$ 1 milhão para investir vai querer que esse dinheiro fique garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito. Vai que o seu banco vai a falência? Isso já aconteceu até mesmo a bancos grandes!

Não dá para arriscar em um CDB que protege os valores apenas até R$ 250 mil.

Assim, a corretora oferecerá DPGEs de uma ou até mais de uma instituição para deixar seu patrimônio mais do que seguro.

Novamente, quero enfatizar a figura do agente autônomo de investimento, o intermediário entre a corretora e você. Se você achar tudo muito confuso, pode ficar tranquilo: o papel dele é orientar, educar e cuidar do seu patrimônio quase como se fosse dele.

DIFERENÇA ENTRE DPGE E CDB

A principal diferença entre o CDB e o DPGE, sem dúvida, é o regime de proteção oferecido pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Enquanto no CDB a garantia vai até R$ 250 mil, incluindo-se os juros obtidos, o DPGE oferece garantia de R$ 20 milhões.

Ao mesmo tempo, enquanto existem CDBs com liquidez diária, o mesmo não acontece com o DPGE.

Vamos fazer um breve comparativo entre esses dois títulos de renda fixa:

Garantia do Fundo Garantidor de Crédito

      • DPGE: Até R$ 20 milhões;

Valor mínimo para investir

      • CDB: Existem CDBs a partir de até mesmo R$ 100;
      • DPGE: A partir de R$ 250 mil;

Liquidez

      • CDB: Pode ter liquidez diária ou liquidez apenas no vencimento;
      • DPGE: Liquidez apenas no vencimento;

Tributação DPGE e CDB

Tanto o CDB quanto o DPGE são tributados segundo a tabela regressiva do Imposto de Renda, que vai de 22,5% (até seis meses) a 15% (mais de dois anos)

Tempo de investimento

      • CDB: Existem CDBs com liquidez diária e alguns com vencimento para daqui a cinco anos ou mais;
      • DPGE: O tempo mínimo é de 6 meses e o máximo de 36 meses;

Remuneração

CDB e DPGE: Ambos podem ser prefixados, pós-fixados (pelo CDI e outros índices); também em ambos os casos o mais comum são os títulos pós-fixados por porcentagem maior ou menor do CDI.

LIQUIDEZ DO DPGE

A primeira coisa que você deve saber sobre o DPGE quanto à liquidez é que, justamente, ele não tem liquidez.

Ao adquirir o título, você só terá o dinheiro de volta no vencimento, com os juros que o banco lhe deve.

Assim, de maneira alguma você deve investir em DPGE um dinheiro que está planejando usar para outros fins.

Uma possível estratégia para lidar com a falta de liquidez

Uma estratégia válida, embora primária, seria estimar quanto de juro será obtido ao fim do prazo, reservar o equivalente a esse valor em um CDB ou outro investimento com liquidez, como um fundo de investimento.

Enquanto seu dinheiro rende no DPGE você faz uso da remuneração que, ao cabo do período será reposta.

Por exemplo, usando a hipótese do item 7. Digamos que eu tivesse esse R$ 1,1 milhão. Eu já sei que terei, em um ano, cerca de R$ 70 mil de lucro.

Investiria apenas R$ 1 milhão no DPGE e R$ 100 mil ficariam em um investimento com liquidez.

Mesmo que esse dinheiro fosse minha única fonte de renda, eu estaria certo de que poderia ter um custo de vida de R$ 50 mil durante o ano e, ainda assim ficar no lucro, pois, supostamente, o DPGE me dará R$ 70 mil líquidos.

Isso sem falar que os R$ 100 mil também estão rendendo.

Com isso, dá para concluir que, mesmo com sua baixa liquidez, o DPGE é excelente forma de proteger grandes somas de dinheiro.

DPGE: PROTEÇÃO DO FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO

O DPGE tem proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) que sai completamente da curva das outras garantias.

CDB, LCI, LCA e poupança têm proteção que vai até R$ 250 mil. O que para a maioria de nós é mais que suficiente, sobretudo considerando que podemos distribuir nossos investimentos em mais de uma instituição bancária caso tenhamos mais do que R$ 250 mil para proteger.

Porém, o DPGE tem proteção de R$ 20 milhões, uma pequena fortuna.

De onde vem isso? 

A explicação é da falta de liquidez ocorrida no pós-2008 quando os bancos – sobretudo os pequenos e os médios – se viram numa enrascada de crédito.

Como atrair dinheiro se todo o mundo estava desconfiado das instituições financeiras? A resposta é: garantias.

Com a garantia de grandes somas, o fluxo de entrada de recursos para os bancos acelerou.

Em 2012, o registro de captação através do DPGE era de R$ 26 bilhões.

O que é o Fundo Garantidor de Crédito

Muita gente pensa que o Fundo Garantidor de Crédito é do governo, uma entidade estatal.

Porém, trata-se de associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado, criada em novembro de 1995, sob a orientação do governo brasileiro.

Ela é regulamentada pela resolução 2.111 do Conselho Monetário Nacional.

É meio que uma seguradora.

Se você tivesse um banco, preferiria imaginar que nada de ruim viria acontecer, mas se acontecer, é bom ter uma garantia para todo o dinheiro que você tomou emprestado de seus investidores e terá que pagar.

O fundo garantidor de crédito é um preço que todos os bancos e outras instituições financeiras pagam para que o sistema tenha credibilidade e, dessa forma, os investidores se sintam mais confortáveis em ceder seus recursos temporariamente.

Claro que toda a estrutura do fundo leva em conta que não haverá uma falência generalizada de todos os bancos simultaneamente. Nada absurdo: nenhuma seguradora prevê que todos os veículos de todos os seus segurados serão roubados ou terão perda total ao mesmo tempo.

Assim, o Fundo Garantidor de Crédito administra esse mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores.

O FGC é mantido pelas instituições financeiras com uma porcentagem de 0,0125% do valor dos depósitos totais das empresas filiadas.

O FGC tem uma sessão em seu site só para responder sobre dúvidas de DPGE.

A cobertura do FGC ao DPGE deverá ser paga em até 3 dias úteis após a decretação da intervenção ou da liquidação da instituição, contados da data em que os procedimento publicados pelo FGC forem atendidos.

Mesmo contando com a garantia do FGC, é importante analisar a saúde financeira do emissor do ativo.

DÁ PARA USAR COMO GARANTIA PARA INVESTIR NA BOLSA DE VALORES?

CDB e Tesouro Direto podem ser usados como garantia para se fazer day trade, por exemplo, isto é, comprar e vender ativos na bolsa de valores em operações que aconteçam no mesmo pregão.

A grande vantagem disso é que, além de você estar coberto, não havendo a possibilidade de ficar no negativo, você faz seu dinheiro render duas vezes, caso seus trades tenham resultados favoráveis.

Mas isso não é possível com o DPGE.

É possível usar como margem de garantia os seguintes investimentos:

      • Ações negociadas na Bovespa;

Se você tem a intenção de fazer day trade, o recomendável é que reserve uma parte de seu dinheiro para esses investimentos.

DESVANTAGENS DO DPGE

Apesar de sua grande segurança, graças ao Fundo Garantidor de Crédito, o Depósito a Prazo com Garantia Especial, tem algumas desvantagens:

      • Imposto de renda incidente: assim como o CDB, a alíquota é baseada na tabela regressiva (22,5% até seis meses a um mínimo de 15% a partir de dois anos; a alíquota é sobre o lucro, naturalmente).
      • Não pode ser usado como margem de garantia em investimentos de day trader;
      • Valor de entrada alto: o menor valor que eu encontrei, neste momento, foi de R$ 250 mil de investimento mínimo;
      • Baixa liquidez: uma vez feito o investimento, seu dinheiro fica comprometido com a aplicação até o vencimento;

Não há como escolher prazos menores de 12 meses e prazos maiores que 36 meses;

Pode-se considerar que nenhuma dessas desvantagens comprometa o principal diferencial do DPGE que é a proteção considerável do seu patrimônio unida a taxas, que, se bem escolhidas, são bastante vantajosas.  

TRIBUTAÇÃO DPGE

Como não é possível sair do investimento antes de 12 meses da aplicação, não há incidência de IOF (o imposto é regressivo do primeiro até o trigésimo dia de alguns investimentos, chegando a zero).

Sobre o DPGE incide a tabela regressiva do Imposto de Renda, com alíquotas que são calculadas sobre o lucro na seguinte proporção de acordo com o tempo.

      • 22,5% até 180 dias (não se aplica);
      • 20% entre 181 e 360 dias (não se aplica);
      • 17,5% entre 361 e 720 dias;

Assim, fica claro, que se você quiser uma rentabilidade líquida mais adequada deve permanecer mais de 720 dias, cerca de dois anos, na aplicação, afinal, uma alíquota de 17,5% é 33% maior do que uma alíquota de 15%.

No nosso exemplo do item 7, em que calculamos os juros de um DPGE que paga 109% do CDI sobre R$ 1 milhão, seria a diferença entre entregar R$ 16.909 e R$ 14.493, uma diferença, por ano, de R$ 2.416.

Não é porque você tem R$ 1 milhão que você vai sair queimando R$ 2,4 mil todo ano, só por diversão.

Então, vale a pena ficar pelo menos dois anos no investimento.

DPGE É MELHOR DO QUE A POUPANÇA?

Vamos reformular a pergunta.

Existe alguma coisa pior do que a poupança? Existem e a lista incluir rasgar e queimar dinheiro.

Ok, um pouco de exagero, mas é para enfatizar o fato de que existe uma infinidade de opções com características semelhantes às da poupança com melhor remuneração e com a mesma segurança.

O DPGE é uma delas, sobretudo no que diz respeito a grandes somas. Se você tem algo a partir de R$ 1 milhão, seu dinheiro só está seguro até R$ 250 mil por CPF e por instituição.

Só isso já coloca o DPGE em larga vantagem para tanto capital.

Mas que tal fazermos um comparativo com o rendimento da poupança hoje?

Os depósitos que aniversariaram em 25 de agosto de 2017 tiveram um rendimento de 0,5808%. Anualizando esse valor através de juros compostos chegamos a um valor de 7,2% ao ano.

Isso com a Selic acima de 8,5%. Abaixo de 8,5% o regime de remuneração da poupança passa a ser outro.

Para superar essa taxa, um DPGE superior a dois anos (com Imposto de Renda em 15%, portanto) precisa remunerar apenas 100% do CDI.

E, devo dizer, é muito fácil encontrar DPGEs que pagam mais do que 100% do CDI.

COMO ESCOLHER O PRAZO E A LIQUIDEZ DO DPGE

Não há muito o que dizer quanto à liquidez do seu DPGE. Ele não tem liquidez.

Uma vez que você tenha feito esse investimento deve permanecer nele até o final.

Assim, não é recomendável que você utilize dinheiro que pertence a um fundo de emergência ou que você possa vir a precisar no curto prazo.

O seu capital estará protegido e rendendo adequadamente, mas ficará inacessível por algum tempo.

Prazo

No que diz respeito ao prazo, se possível escolha períodos superiores a dois anos, quando a alíquota do imposto de renda cai para apenas 15%.

Como vimos no item 14, para um DPGE que pague apenas 110% do CDI, isso pode fazer uma diferença de quase R$ 2,5 mil por ano no caso de um investimento de R$ 1 milhão.

E, a sério, mais uma vez, mesmo quem tem R$ 1 milhão investidos não sai por aí queimando R$ 2,5 mil porque acha bonito.

POSSO VENDER MEU DPGE? 

Como o ativo não possui liquidez, o investidor tem somente um meio de desinvestimento: via mercado secundário, vendendo o título a um outro investidor.

Como há pouca demanda, há a possibilidade de venda abaixo da taxa do cliente, caso haja comprador.

Lembre-se: fazer surgir liquidez onde não há custa caro.

Então, mais uma vez, só invista em DPGE aqueles valores que você tem certeza que não precisará nos próximos meses.

DPGE COM CARÊNCIA

Alguns CDBs, mesmo com vencimento, possuem um período de carência, uma data a partir da qual o investidor pode sacar o dinheiro antes mesmo do vencimento.

Não é o caso do DPGE.

O dinheiro só é resgatado no vencimento do título. Não há liquidez, não há prazo de carência. O DPGE só termina ao fim da data acertada na aquisição do título.

CUSTOS E TAXAS DO DPGE

Como se trata de um empréstimo que você faz a uma instituição financeira, a exemplo de outros investimentos de renda fixa, não há uma taxa de administração ou algo semelhante.

A Cetip cobra da emissora uma taxa de 0,005% para registro do título, no entanto. Porém isso não diz respeito ao investidor. De qualquer modo, se o investimento for de R$ 1 milhão, isso representa apenas R$ 50.

RISCOS DO DPGE

Os riscos do DPGE se resumem basicamente à sua liquidez – baixa ou inexistente – e ao crédito da instituição emissora do título.

      • Liquidez: quanto à liquidez a receita já foi explicada. Para evitar qualquer risco, evite investir em DPGE qualquer dinheiro que você possa vir a precisar no curto prazo. Reserve uma parte de seu capital para ser investido em fundos de investimentos, Tesouro Direto ou algum CDB com liquidez diária. Claro, se quiser, invista em algum ativo de maior risco;
      • Risco de crédito do emissor: bancos médios e pequenos, normalmente os emissores dos DPGE são aqueles que mais correm risco de irem à falência ou sofrerem liquidação. Ainda assim, esse risco nem é tão grande assim. Porém, esse risco se dilui completamente considerando que seu investimento está coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito até R$ 20 milhões;

Talvez você seja uma dessas pessoas afortunadas que têm mais de R$ 20 milhões para investir. Talvez tenha ganho na Mega-Sena, talvez tenha ganho uma herança, talvez tenha coletado os frutos do árduo trabalho cotidiano. Não importa.

Então deve estar pensando: como proteger meu dinheiro se o limite é de R$ 20 milhões?

Fácil: coloque uma parte de seu dinheiro no DPGE de um banco e outra parte no DPGE de outro banco. A proteção do FGC é por CPF por instituição. Apenas verifique se os bancos não fazem parte do mesmo conglomerado. Mas seu agente autônomo de investimentos vai alertá-lo sobre esse detalhe.

O que não falta hoje em dia são instituições bancárias em busca de liquidez e elas precisam de pessoas ricas como você.

COMO INVESTIR EM DPGE

Talvez o seu banco tenha realmente boas opções de DPGE.

Mas a melhor maneira de saber é procurando uma corretora.

Uma corretora tem um leque de opções para que você escolha a melhor, enquanto banco, infelizmente e também pela lógica do mercado, só pode oferecer seus próprios títulos e produtos.

Então, você deve se cadastrar em uma boa corretora, abrir uma conta em questão de minutos, e cuidar de fazer a transferência.

Como se trata de um valor acima de R$ 250 mil provavelmente não será possível fazer um TED simplesmente. Talvez você tenha que conversar com seu gerente para providenciar a movimentação.

Eles ficam bem chateados quando uma quantidade de dinheiro dessas sai da agência deles e talvez até tentem convencer você de que não é uma boa ideia.

Mas não se deixe dissuadir.

Somente uma corretora tem o modelo de negócio certo para obter o melhor rendimento de seu dinheiro bem como a orientação de um agente autônomo de investimento, um profissional que é um especialista em investimentos e não em vender este ou aquele produto bancário.

CONCLUSÃO

De fato, o DPGE, por suas características, não é para todos: o investimento mínimo no mercado é de R$ 250 mil, sem liquidez.

Isto é, trata-se de alguém que tem R$ 250 mil sobrando para os próximos 12 ou 36 meses, um dinheiro do qual não precisará nesse período.

Poucos de nós se encaixam nessa descrição.

Porém, se você chegou até aqui, é bem possível que tenha essa soma e queira decidir o que é melhor fazer com ela, quais são as opções mais rentáveis e seguras.

Certamente, o DPGE se encontra nesse perfil de rentabilidade e segurança, graças ao Fundo Garantidor de Crédito.

Se pela baixa liquidez ele não se enquadra para a totalidade de um capital, certamente é uma boa opção para se diversificar e ter um porto seguro para seu patrimônio, que estará garantido e protegido pelos próximos meses ou anos.

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