Dinheiro fácil e seguro com fundos de investimentos: neste artigo, tudo sobre essa aplicação

Dinheiro fácil e seguro com fundos de investimentos: neste artigo, tudo sobre essa aplicação

Fundos de investimento são pra você, sim.

Vai longe o tempo em que isso era só pra quem tinha muito dinheiro.

E, devo dizer, com sinceridade: se acha que deve continuar com todo seu capital na poupança, está atrasado.

E está perdendo dinheiro.

É urgente que leia este artigo.

Existem muitas outras opções melhores e os fundos de investimentos são algumas dessas.

fundos de investimentos pra todos os perfis: para os conservadores, passando pelos moderados e até para os mais agressivos, que suportam se expor mais os riscos do mercado.

Neste artigo aprenderemos tudo sobre eles, suas diferentes categorias e como investir em fundos de investimento.

Veja só o que veremos:

    • O que são fundos de investimento e como os fundos de investimento funcionam

    • O que é uma cota de fundo de investimento?

    • Alavancagem do fundo de investimento

O QUE SÃO FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Há várias maneiras simples de se entender os fundos de investimento.

A primeira delas é imaginar que os fundos de investimento são verdadeiros “condomínios de dinheiro” e que cada “morador” compra não um “apartamento”, mas uma cota – ou mais de uma. E essa cota corresponde a uma fração de um grande mix de diversos investimentos que pode incluir ações, títulos públicos, títulos de renda fixa, títulos imobiliários, títulos cambiais, derivativos e commodities e uma infinidade de outros ativos.

Cada “mix” vai dar resultados diferentes em termos de rentabilidade, exposição ao risco, liquidez, tempo de permanência, investimento mínimo.

Essa versatilidade garante que existem fundos de investimento a todos os perfis de investidor conservador ou agressivo e pra todos os tamanhos de bolso.

Além disso, graças a essa característica, os fundos de investimento permitem que se diversifique mais os investimentos sem precisar ter tanto dinheiro. Uma única cota de um fundo já possui uma diversidade de aplicações em si mesma e, se fosse necessário fazer isso por conta própria, o volume de capital precisaria ser maior.

E, diversificando, os riscos diminuem.

Fundos de investimento são super comuns

Se ainda está só na poupança, devo repetir, está atrasado e perdendo dinheiro. 

Os fundos de investimento são a aplicação mais comum no país hoje: no final de 2016 eram quase R$ 3,5 trilhões em fundos.

Como o pessoal costuma dizer, R$ 3,5 trilhões não podem estar enganados. Só isso já deveria ser argumento suficiente e você destinar parte de seu capital aos fundos de investimento. Só em julho de 2017, os fundos de investimento captaram quase R$ 30 bilhões.

Como funciona esse “condomínio”

Assim como em um prédio, cada morador não precisa administrar cada aspecto do fundo de investimento. Pra isso existe o síndico, a administradora de imóveis.

Do mesmo modo, um fundo de investimento tem a administração de profissionais especializados que controlam o mix de ativos de acordo com as regras estabelecidas no início da aplicação.

As regras também incluem os valores mínimos de aplicação, prazos e valores de resgate e de liquidez, valores de aportes adicionais e custos.

Regulamentação dos fundos de investimento

Os fundos de investimento devem funcioar de acordo com a Instrução 555, de 17/12/2014 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), em vigor desde 1º de outubro de 2015.

Essa regulamentação também é detalhada na Anbima.

O QUE É UMA COTA DE UM FUNDO DE INVESTIMENTO

A cota é a fração de um fundo de investimento. Se continuarmos a comparação com o condomínio, a cota é um apartamento onde o seu dinheiro foi morar.

O valor de uma cota é atualizado diariamente de acordo com o rendimento do mix de ativos que a compõem. Se quiser saber quanto tem naquele momento, o investidor multiplica o número de cotas que adquiriu pelo valor de uma única cota.

O valor das cotas muda, mas o número de cotas que se adquiriu não. A não ser que se adquira mais ou liquide algumas.

Bem simples.

Ah, sim. Também existe o Imposto de Renda. Em vez de ele ser cobrado financeiramente, existe a figura do come-cotas. Isto é, em vez de reduzir o valor diretamente do dinheiro, o leão devora a parte correspondente dele em cotas. Então, na época do come-cotas, o seu número de cotas diminui.

Mas vamos ver isso mais à frente na parte em que falaremos de impostos.

Cotas de fundos de investimento e ativos

A ideia de cotas é ótima. Imagine se fosse comprar ações de cinco empresas diferentes, títulos do governo e títulos imobiliários.

Só para as ações – uma vez que não se poderia comprar nada menor do que um lote -, teria de investir no mínimo uns R$ 15 mil, isso dependendo do preço das ações. Isso sem falar nos outros dois itens. Digamos que o custo dessa diversificação toda – lembre-se, é só um exemplo! – fosse uns R$ 30 mil.

Graças às cotas, a figura da administração pega o dinheiro de todos os cotistas e faz essa compra. Como se fosse uma “vaquinha de investimento”. E, assim, em vez de R$ 30 mil, só se precisa de 30 investidores com R$ 1 mil cada.

Na prática os fundos envolvem milhares de investidores e milhões, às vezes bilhões, de reais.

O dinheiro de cada cotista fica separado do dinheiro dos outros, mas a rentabilidade de todos é a mesma.

ALAVANCAGEM DE FUNDOS DE INVESTIMENTO

Existem fundos que permitem que seus gestores façam investimentos cuja possibilidade de perda seja superior ao patrimônio total dele (soma das cotas).

Esse tipo de operação pode oferecer ganhos superiores, mas também pode trazer grandes perdas. O investidor pode até mesmo ser convidado a fazer novos aportes e cobrir prejuízos.

Mas não se preocupe, nem todos os fundos de investimento funcionam dessa maneira. Além disso, antes de começar a investir em um fundo, deve-se ler o prospecto e o regulamento: nesses documentos está bem claro se esse tipo de operação é permitida.

Se quiser saber mais sobre alavancagem, leia mais no nosso artigo sobre day trade.

POR QUE EXISTEM FUNDOS DE INVESTIMENTO E PRA QUE SÃO

Se formos pensar o principal motivo da existência de fundos de investimento, é pela necessidade de haver um instrumento que torne possível a diversificação das aplicações de investidores individuais, sejam pessoas físicas, sejam pessoas jurídicas.

Ao mesmo tempo, as instituições financeiras, ao oferecer essa possibilidade, obtêm lucro oferecendo a estrutura e a especialidade de se gerir esse investimento que, para reles mortais, têm alto grau de complexidade.

Como há fundos de investimento com uma infinidade de perfis, pode-se dizer que eles são pra todas as pessoas que tenham pelo menos R$ 1 mil (há fundos com cotas a partir desse valor).

Ele serve aos mais conservadores e aos mais agressivos. E mesmo para aqueles investidores mais temerosos aos risco, mas que ainda assim, querem colocar uma fração bem pequena de seu dinheiro em ações, por exemplo, sem precisar investir diretamente nesse tipo de ativo.

Fundos de investimento, então, são, basicamente, pra todas as pessoas.

PROFISSIONAIS LIGADOS AOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Assim como um condomínio tem diversas pessoas envolvidas na sua administração – como o síndico e, possivelmente, uma administradora de imóveis -, um fundo tem diversos profissionais responsáveis por seu funcionamento de acordo com as suas regras e de maneira a maximizar os lucros de cada um dos cotistas.

Gestor do fundo de investimento

O gestor é o responsável por acompanhar a carteira – o mix de ativos que compõe o fundo de investimento – e adequá-lo seguindo as regras de composição, sempre com a intenção de evitar perdas e aumentar os lucros.

Isto é, é o gestor quem compra e vende ativos da forma mais inteligente possível.

Eles são responsáveis por aumentar a rentabilidade e administrar possíveis riscos, observando cenários econômicos e políticos do país, diariamente.

Na prática, ao adquirir a cota de um fundo, se está contratando um gestor.

Escolher o gestor, assim, é um dos pontos fundamentais na hora de entrar em um fundo de investimento.

Distribuidor do fundo de investimento

Esta figura pode ser o próprio gestor ou administrador, mas também pode ser uma entidade contratada pelo gestor pra vender as cotas do fundo de investimento.

Auditor independente

Este profissional é responsável por avaliar o andamento do fundo de investimento, independentemente do gestor e dos distribuidor, como o nome sugere.

Isto garante segurança aos cotistas que, assim, têm a certeza de que as regras – de composição do fundo, entre outras – estão sendo seguidas à risca. Ele também garante que as informações contábeis e resultados têm procedência.

Custodiante

O custodiante do fundo de investimento é a entidade que “guarda” os ativos. Ele fornece as informações a respeito desses ativos enviadas aos gestores. É através de seus serviços que é possível a liquidação, registro e exercício dos direitos e obrigações de cada tipo de ativo.

TIPOS DE FUNDO DE INVESTIMENTOS

A flexibilidade dos fundos de investimento permitem que eles tenham composições com infinitas possibilidades.

Mas em termos de classificação existem alguns tipos principais: fundos de investimento de renda fixa, fundos de investimento de ações, fundos de investimento multimercado e fundos de investimento cambiais.

Fundos de investimento de renda fixa

Como o nome diz, são fundos de investimento cuja composição estará ligada principalmente a títulos de renda fixa.

Como regra, fundos de investimento de renda fixa devem ter ao menos 80% de sua carteira em títulos do tesouro.

No entanto, não é porque tem esse nome e essa composição que necessariamente apresentam menos riscos: eles também podem ser alavancados, isto é, trabalhar com valores que vão além do captado entre as cotas.

Vamos encontrar fundos de renda fixa com as mais diferentes rentabilidades e riscos.

Fundos de investimento de ações

O nome deixa óbvio: é composto principalmente por ações e são administrados por corretora, distribuidoras de valores, bancos de investimento, bancos múltiplos com carteira de investimento ou gestores independentes.

As regras que regem esta categoria dizem que, entre outras coisas:

    • o valor de capital concentrado em ações de uma mesma companhia não pode superar um terço do total

    • derivativos – opções, por exemplo – não podem ser usados em operações, exceto se for com a finalidade de proteção (hedge), isto é, para garantir preço de venda de uma ação correspondente a esse derivativo.

Em fundos de ações fechados o cotista investe em um prazo pré-determinado e só pode sacar ao final. Porém, é possível vender as cotas desse tipo de fundo na bolsa de valores ou no mercado de balcão.

Fundos de ações abertos não sofrem essa restrição.

Fundos de investimento multimercado

Os fundos de investimento multimercado também tem um nome autoexplicativo.

Ele diversifica em diversas classes de ativos: renda fixa, moedas, ações e commodities. É o mais “salada de frutas” de todos.

Como os fundos de ações, também podem usar derivativos, desde que a fim de garantir o valor de venda de um ativo em determinada data, independentemente de seu preço de mercado.

Diferente destes, porém, não tem nenhuma obrigação de ter uma porcentagem neste ou naquele outro tipo de ativo, podendo manter-se em renda fixa ou variável em qualquer proporção.

Fundos de investimentos cambiais

Para um fundo de investimento ser reconhecido como cambial, pelo menos 80% de sua carteira deve estar voltada à variação de preços de uma moeda estrangeira, geralmente dólar ou euro.

Os 20% restantes estão ligados à títulos de renda fixa, atrelados ao CDI ou Selic, podendo também ser prefixados.

Não é permitido que estes fundos façam operações alavancadas.

Como essa composição sugere, a exposição ao risco deste fundo está ligada à variação do câmbio entre real e as outras moedas.

Os fundos cambiais não são listados na bolsa de valores e são intermediados pelas próprias instituições financeiras.

Mas tem mais

Basicamente, esses são os quatro principais que se vai encontrar, mas há mais classificações, como você pode ver no Portal do Investidor, do Governo Federal. Porém, muitos deles não são tão populares e outros nem existem mais.

POSSO INVESTIR EM FUNDOS DE INVESTIMENTO COM POUCO DINHEIRO

Qual o valor mínimo ao investir em fundos?

Para se entender a grande sacada de se investir em fundos, precisamos falar de diversificação.

Vamos lá.

Embora seja possível investir em, por exemplo, uma única ação de uma empresa por seu valor unitário – digamos a ação da Petrobras (PETR4) que hoje custa quase R$ 14 – isso não vale a pena. Mesmo o lote – com 100 ações – custaria apenas R$ 1400, além, é claro da taxa de corretagem e demais taxas.

No entanto, estes R$ 1400 estariam comprometidos com um único ativo e estariam sofrendo o risco inerente a essa única ação.

Para distribuir o risco, precisaríamos de mais dinheiro, e, assim, comprar uma variedade maior de ações. Logo, precisaria de mais dinheiro.

E não só ações! Precisaríamos investir em diferentes opções de renda fixa, com o objetivo de se proteger dos riscos da renda variável. E, pra fazer isso, mais capital.

Com um fundo de investimento, usando um valor relativamente pequeno já se obtém uma diversificação adequada e ameniza os riscos que cada ativo, individualmente, tem.

E, pra isso, encontramos fundos a partir de R$ 1 mil.

Sim, isso mesmo, a partir de R$ 1 mil já se consegue diversificar os seus investimentos e distribuir o seu risco, seja em fundos de renda fixa, cambiais, de ações e multimercado, alavancados ou não, abertos ou não.

Não é preciso escolher quais ações comprar, que derivativos usar pra fazer sua proteção. O administrador já fez isso, o trabalho duro. E a sua cota de, digamos, R$ 1 mil terá uma pequena parte de cada ativo que compõe o fundo.

COMO ESCOLHER UM FUNDO DE INVESTIMENTO

O primeiro passo é, com ajuda de seu agente autônomo de investimento, detectar qual o seu perfil de risco e, visto isso, a que tipo de risco a parcela do seu dinheiro que pretende investir pode correr. E até mesmo de que tamanho deve ser essa parcela.

Por exemplo, um investidor conservador, colocaria 80% de seu dinheiro disponível em um fundo de renda fixa não alavancado, 10% em um fundo de ações e 10% em um fundo cambial.

Entendido isso, eis alguns critérios na escolha de um fundo de investimento:

 

  • Verifique se o fundo é de gestão ativa ou passiva: na gestão ativa, o gestor estará constantemente atualizando a carteira com o objetivo de que ela atinja os melhores resultados. Na passiva, ele vai “colar” em um indicador ficando o mais próximo possível dele (é o que gereralmente se chama de benchmark);

 

  • Geralmente, fundos de ações são para os investidores arrojados, os multimercados para os moderados e os de renda fixa para os conservadores, mas nem sempre isso é verdade: um fundo de renda fixa pode muito bem ser alavancado, o que aumenta seu risco;

 

  • Verifique as taxas cobradas pela gestora dos recursos. Além disso, há a taxa de performance caso o fundo ultrapasse determinada porcentagem de lucratividade. Fundos de ações costumam ter taxas maiores de administração, mas se entregarem resultados, ninguém se importa com isso;

 

  • Gestores: gestores independentes precisam mostrar mais trabalho do que gestores de banco, empresas que, por já terem uma base de clientes, precisam se esforçar menos para manter os investidores; de qualquer modo, certifique-se de que a equipe de gestores responsáveis apresenta bons resultados.

 

QUAIS OS FUNDOS QUE DÃO MAIS DINHEIRO? QUAL A SUA RENTABILIDADE?

 

Ah, se fosse fácil assim. Era só escolher esse que dá mais dinheiro e pronto.

Mas investimentos mesmo os de renda fixa lidam com incerteza.

Se me perguntassem qual tipo de fundo de investimento PODE dar mais dinheiro eu colocaria minhas fichas em fundos de investimento em ações.

Mas, assim como ele pode dar mais dinheiro, pode não dar. Pode, inclusive andar para trás.

Afinal, ações são renda variável.

Ao esperar um rendimento maior, automaticamente, está aceitando-se a se expor a um risco maior e também de incerteza.

Você pode até olhar o desempenho recente de um fundo em um último ano em seu prospecto, mas todo prospecto trará, mais ou menos com esta palavra, o aviso: “Rendimentos passados não são promessa de rendimentos futuros.”

Os gestores estão dizendo: “Olha, amigo, nós somos esforçados e fazemos o melhor possível, mas não depende só da gente. Ninguém pode ter certeza em se tratando de ações e, se disser que tem, está mentindo.”

Por outro lado, fundos de investimento de renda fixa prometem possibilidades de lucros menores, porém com um nível de certeza maior e com possibilidades de perdas bem mais reduzidas, desde que não sejam alavancados.

Os fundos multimercados, do mesmo modo, ainda que tragam ativos de todos os segmentos, ele diluem o risco através da diversificação.

DEVO INVESTIR EM FUNDOS ATRAVÉS DE UMA CORRETORA

Sim. Deve.

Não que bancos sejam ruins em si para investimentos. Mas eles só vão poder oferecer seus próprios produtos.

Uma corretora oferece opções de fundos de investimentos de dezenas de bancos diferentes. E você poderá escolher aqueles com os melhores desempenhos, melhor liquidez, melhores prazos, melhores investimentos mínimos.

Ou seja, você poderá diversificar seus investimentos com qualidade.

 

VANTAGENS DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Sem dúvida vale a pena investir em fundos de investimentos, sobretudo para diversificar.

Fundos de investimento, em si mesmos, já são diversificação visto que sua composição inclui uma variedade de ativos.

Agora, se você já tem dinheiro em LCA e LCI, Tesouro, CDB, COE, então, fundos de investimento passam a ser o ajuste fino dessa diversificação. Você estará jogando em todas as frentes ao mesmo tempo.

Finalmente, vale muito a pena, mesmo se você não entrou ainda nas modalidades acima, porque se trata de diversificação acessível.

Como vimos em item anterior, a partir de R$ 1000 você já consegue diversificar.

Os fundos de investimento, como vimos até aqui, têm diversas vantagens:

    • Diversificação devido ao mix de ativos que o compõem;

    • Baixo custo dessa diversificação: você não compra lotes inteiros de ativos, mas cotas que contém a mesma proporção desses lotes;

    • Acesso a produtos de investimentos mais interessantes: individualmente você não poderia aplicar em um debênture cujo valor mínimo é de R$ 150 mil, por exemplo;

    • Administração por profissionais: gestores especializados garantirão que o lucro seja o maior possível de acordo com o perfil de ativos daquele fundo;

    • Imposto retido direto na fonte: você não precisa recolher o imposto; financeiramente dá na mesma, mas o trabalho é menor. Só precisa declarar;

    • É seguro do ponto de vista de idoneidade: os fundos são supervisionados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários);

    • Costumam ter liquidez diária.

DESVANTAGENS DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Claro, nem tudo são flores. Como qualquer investimento, há pontos que não são tão positivos.

    • Taxa de administração: ter um profissional ou mais cuidando de seu dinheiro tem custos. Esses custos podem ir até 4% do capital investido por ano. Lembre de verificar esse custo antes de investir em um fundo, pois fará muita diferença;

    • Taxa de performance: digamos que um fundo almeje um lucro de 15% ao ano e, finalmente, consiga 17%. Sobre esses 2% suplementares será cobrada uma taxa de performance, uma espécie de comissão pelo bom trabalho. Geralmente, taxa de performance é para aqueles fundos com gestão ativa;

    • Não há flexibilidade: diferentemente de um clube de investimento em que o investidor pode apitar sobre os ativos que se compra ou vende para formar a carteira, nos fundos ele não tem essa possibilidade. Se você não concorda com uma carteira, precisa resgatar seu dinheiro e partir para outra;

    • Lembra que você pode investir a partir de R$ 1000? Acontece que as taxas de administração mais baixas são daqueles fundos em que os aportes mínimos são maiores, algo como R$ 25 mil ou R$ 50 mil. Daí para frente;

    • Imposto de renda: sim, tem imposto de renda. Obedece a tabela regressiva, chegando a um mínimo de 15% para permanências superiores a dois anos. Para fundos de curto prazo – menos de 1 ano – a tabela é um pouco diferente, mas veremos isso a seguir, no tópico sobre impostos;

    • Come-cotas: não bastasse haver o imposto de renda, ele é aplicado na forma de come-cotas. Ele é pago adiantadamente. Assim, em vez de continuar rendendo (só sendo pago ao final da aplicação), esse dinheiro simplesmente sai da conta.

QUAIS OS IMPOSTOS DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO

Os fundos de investimento tem incidência de imposto de renda.

Porém, ele é descontado na fonte, o que os torna bastante práticos.

Os de longo prazo, acima de um ano de investimento, obedecem a tabela regressiva. Isto é: um mínimo de 22,5% até seis meses de permanência e 15% para valores que estiverem investidos acima de dois anos.

Os de curto prazo – com duração inferior a um ano – têm 22,5% de alíquota para prazos inferiores a seis meses e de 20% para prazos superiores a seis meses de permanência.

Fundos de renda variável pagam 15% de alíquota sobre o lucro, invariavelmente.

Come-cotas

O imposto de renda é cobrado do investidor adiantadamente e não quando ele liquida o investimento. Em vez de simplesmente ser recolhido o dinheiro, o que é recalculado é o número de cotas possuído pelo investidor. Esse processo, chamado por isso de come-cotas, acontece em maio e novembro.

A desvantagem disso é que em outros investimentos o dinheiro permanece investido, rendendo juros sobre juros, e o imposto devido – calculado sobre o lucro – só é cobrado na hora do saque.

IOF

O IOF sobre o dinheiro aplicado só incide nos primeiros 30 dias, de forma regressiva até chegar a zero no trigésimo dia.

CUSTOS E TAXAS DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO

Os fundos de investimentos têm diversos custos e taxas. Porém, todos eles já devem ser previamente descontados no momento do cálculo da cota do fundo. Isso é norma da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

 

  • Taxa de performance: é quanto você paga caso o fundo de investimento supere uma determinada expectativa de lucro. Por exemplo, se a taxa de performance for de 20% e a meta de rendimento seja 12% ao ano, mas o fundo chegou a 22% de remuneração, esses 10% suplementares serão taxados em 20%; ou seja, o gestor fica com 2% do lucro suplementar;

 

  • Taxa de entrada e de saída: o objetivo dessas taxas, sobretudo a de saída, visa incentivar a permanência do investidor no fundo de investimento. Ela geralmente é cobrada caso ele queira sair do investimento antes de um prazo definido no regulamento da aplicação.

LIQUIDEZ: POSSO VENDER MINHAS COTAS DE UM FUNDO DE INVESTIMENTO?

Boa parte dos fundos têm excelente liquidez. Você pode liquidar suas cotas ou parte delas quando quiser. Alguns exigem uma quantia financeira mínima para que você permaneça no fundo.

Nos fundos abertos, novos cotistas podem entrar a qualquer momento. Você também pode aumentar sua participação, investindo mais dinheiro. Os cotistas também podem sair a qualquer momento, resgatando as cotas.

Nos fundos fechados é diferente

Se você entrar em um fundo fechado, não poderá simplesmente liquidar suas cotas e sair. O fundo capta os recursos e, depois, é igual um voo de avião. Ninguém entra e ninguém sai. Porém, podem acontecer novas fases de captação, quando mais investidores entram e, nesses períodos, você pode engrossar a sua aplicação.

Você só obtém seu dinheiro de volta caso consiga vender suas cotas para outros investidores. Não dá para simplesmente “sacar”. Por isso, os fundos fechados podem ser registrados para negociação de cotas em mercados administrados pela B3. Então, você pode se desfazer de suas cotas com ajuda de sua corretora.

RISCOS DOS FUNDOS

Cada tipo de fundo terá um perfil de risco diferente, baseado nos ativos que compõem sua carteira.

Assim, os fundos de ações terão boa parte de seu risco ligada ao mercado mobiliário, à renda variável e à volatilidade desse tipo de papel.

Os fundos de renda fixa terão riscos menores no que diz respeito à volatilidade do mercado, pois geralmente estão associados à índices mais ancorados como a Selic e o CDI.

Os cambiais sofrem a incidência do risco cambial, caso esta ou aquela outra moeda se valorize ou desvalorize frente ao real.

E os multimercado, por sua vez, um pouco de cada um desses perfis, dependendo do mix de ativos preparados pelo gestor e determinados pelo regulamento do fundo.

Assim, podemos definir que temos os seguintes riscos de fundos de investimento:

 

Rating

Você vai observar que sua corretora fornecerá um rating de risco de todos os fundos por ela oferecidos. Através desse rating é possível ter uma boa ideia da segurança oferecida pela aplicação.

Por exemplo, a Fitch Ratings fornece ratings para fundos de investimento.

Você vai de V1:

Baixa Exposição a Risco de Mercado
Considera-se que fundos avaliados com rating ‘V1(bra)’ apresentem baixa exposição a risco de taxas de juros e a mudanças de condições de mercado. Espera-se que as cotas de fundos com rating ‘V1(bra)’ apresentem baixa volatilidade.

Até V6:

Muito Alta Exposição a Risco de Mercado

Considera-se que fundos avaliados com rating ‘ V6(bra)’ apresentem muito alta exposição a risco de taxas de juros e a mudanças de condições de mercado. Espera-se que as cotas de fundos com rating ‘V6(bra)’ possam apresentar volatilidade muito elevada.

COMO INVESTIR EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Uma vez que você tenha vontade de investir em fundos de investimento, nada mais fácil.

Primeiro, precisa abrir a conta em uma corretora. Atualmente, esse processo é bem simples.

Antes você precisava enviar documentos pelo correio. Hoje, no máximo, os envia por e-mail e, em alguns casos, nem isso, você preenche o cadastro e pronto. Em poucos minutos sua conta está aprovada.

O passo seguinte é enviar o dinheiro para sua conta na corretora. Você faz isso via DOC ou TED: a segunda opção é particularmente mais rápida e simples.

Finalmente, com ajuda de um agente autônomo de investimento , você vai escolher um fundo adequado a seu perfil, dinheiro disponível, necessidade de liquidez e prazo de investimento.

Não esqueça de dar uma boa olhada em informações como regulamento do fundo de investimento, nas regras para a composição da carteira, valores mínimos para permanência e quanto e quando poderá sacar seus valores caso deles precise.

CONCLUSÃO

Provavelmente, a maior vantagem dos fundos de investimento é a diversificação, mitigando riscos a um baixo custo e a um baixo volume financeiro.

Você pode usar os fundos de investimento para um projeto a longo prazo ou mesmo para guardar o fundo de emergência que você precisa sacar caso perca o emprego ou surja algum acontecimento inesperado, positivo ou negativo. Há fundos para ambos perfis de necessidade de liquidez.

Há fundos para perfis mais conservadores e mais agressivos, para bolsos menores e maiores, para quem gosta de ações e para quem gosta de títulos públicos. A variedade é imensa, desde que você invista através de uma boa corretora. Bancos não são uma boa ideia para começar.

Caso você já tenha dinheiro investido em outras aplicações, fundos de investimento são outra opção para incentivar o crescimento de seu capital: vale a pena destinar uma parte de seus aportes para dois ou três com diferentes perfis.

Independentemente de algumas desvantagens – taxas de administração e performance, imposto de renda (na figura do come-cotas) -, os fundos de investimento são sim uma opção muito válida para depositar sua realização de um futuro financeiro mais promissor.

 

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