Dicas para investir em fundos de investimentos

Dicas para investir em fundos de investimentos

Os fundos de investimentos são uma maneira prática e acessível de diversificar suas aplicações e reduzir seus riscos. Uma única cota de um fundo – que muitas vezes pode ser adquirida a um custo reduzido como R$ 1000 – pode conter um mix de ações, debêntures, títulos públicos, CDBs e outras modalidades.

Um mix que, se fôssemos montar sozinhos, teríamos um custo imenso e daria um trabalhão: cada um dos itens teria sistemas tributários diferentes, análises distintas e riscos que devem ser calculados individualmente. Além de reduzir o seu trabalho, você tem a vantagem de ter um gestor profissional, a fim de garantir que esse mix de ativos tenha o melhor desempenho possível.

Porém, é preciso tomar alguns cuidados ao escolher aquele fundo, ou aqueles fundos, mais adequados a você e ao rendimento do seu dinheiro.

Por isso, preparei algumas dicas com o objetivo de escolher melhor.

São 6 dicas, mas há uma dica que vou considerar a número zero, que perpassa e complementa as demais.

Vou até escrevê-la em negrito: invista através de uma corretora e com a ajuda do agente autônomo de investimento por ela indicado.

A corretora oferece opções de diferentes instituições financeiras enquanto o seu banco só pode oferecer produtos de sua própria carteira, nem sempre os melhores e os com as melhores taxas.

Por sua vez, o agente autônomo de investimento não tem interesse em vender produtos deste ou daquele banco: o compromisso dele é com você, pois se o cliente tem lucro ele também evolui como profissional.

Dito isso, vamos às demais dicas:

1. Conheça seu perfil de investidor

As corretoras de investimento costumam aplicar um questionário de múltipla escolha para definir em que perfil você se encontra: conservador, moderado ou agressivo (também chamado de arrojado). O primeiro é aquele que abre mão de ganhos maiores em troca de segurança e o terceiro aquele que arrisca perdas a fim de obter a possibilidade de ganhos maiores.

O ideal, no entanto, é que se converse com seu agente autônomo de investimento. Juntos vocês vão determinar qual o melhor destino pra seu dinheiro, afinal, mesmo um investidor conservador pode querer destinar uma pequena parte de seu capital em um fundo portador de maiores riscos.

2. Conheça os tipos de fundos disponíveis

Existem fundos de renda fixa, fundos multimercado, fundos de ações e fundos cambiais.

Alguns fundos de renda fixa, podem enganar o investidor conservador inexperiente: se for um fundo alavancado, o seu risco aumenta bastante.

Daí a importância de uma boa orientação de seu agente e de se saber exatamente o que deseja de seu dinheiro.

Se preferir fazer essa escolha sozinho, pode analisar a lâmina do fundo – o prospecto do produto – e entender o nível de risco que ele oferece.

Mesmo entre fundos de ações existem aqueles mais arrojados e aqueles menos arrojados.

Eu recomendo que visite nosso artigo sobre fundos de investimentos, em que detalhamos e explicamos cada uma dessas quatro categorias.

3. Quais são as taxas do fundo?

Muito bem, você tem um profissional ou até mesmo uma instituição financeira inteira cuidando de seu fundo. Mas ela precisa ser remunerada.

O nome dessa remuneração é taxa de administração e ela é cobrada anualmente sobre o montante total do dinheiro investido.

Imagine que o fundo teve apenas 4% de lucro o ano inteiro e a taxa de administração é de 2%. Seu lucro ficará reduzido a apenas 2%.

Prefira fundos de investimento que tenham uma taxa de administração baixa ou que, pelo menos, não prejudique os rendimentos caso o objetivo mínimo de rendimento.

Fique atento também para a taxa de performance.

Existem os fundos passivos – que têm uma carteira estática – e os ativos – cuja carteira é atualizada de acordo com a demanda do mercado.

Os fundos ativos costumam ter uma taxa de performance. Se o fundo supera determinado objetivo, a taxa é cobrada sobre o valor que ultrapassá-lo.

Digamos que o objetivo desse fundo ativo seja 13% ao ano e sua taxa de performance seja de 20%. Se em 12 meses ele chegar a 13% de rendimento, o gestor do fundo ficará com 0,2% e o investidor com 13,8%.

4. Lucros passados não correspondem a lucros futuros

Fundos de investimento, em suas lâminas, costumam divulgar quanto lucraram em meses anteriores.

Alguns tiveram excelente desempenho. Mas não se deixe seduzir por esses números.

Assim como os gestores desempenharam bem no passado, podem não corresponder tão satisfatoriamente no futuro.

5. Qual o objetivo do fundo?

No material de divulgação do fundo e em suas regras, é possível saber qual o objetivo do fundo de investimento e o indicador a partir do qual ele fará “benchmark”, isto é, aquele indicador que ele deve seguir ou superar. Por exemplo, a variação do Ibovespa, o CDI ou a taxa Selic.

No entanto, é muito importante saber que esse objetivo não é uma obrigatoriedade. Ele pode ser atingido ou não.

Ainda assim, é possível ter uma noção se o fundo corresponde ao seu perfil de investidor ou ao que se deseja para a parcela do seu capital que pretende nele aplicar.

6. Atenção para o valor mínimo e tempo de permanência e liquidez

Se se pode vir a precisar do dinheiro investido a qualquer momento, o melhor é aplicar em um fundo que lhe dê liquidez diária. Mesmo esses têm regras quanto a quando dinheiro estará disponível.

Se você não precisará daquele dinheiro para qualquer eventualidade, então pode investi-lo em um fundo que exige que ele fique comprometido até uma certa data. Nesse caso, caso precise do dinheiro antes, há a possibilidade de vender a sua cota no mercado, porém, precisará de um investidor que queira comprá-la.

Os fundos também tem regras quanto ao valor mínimo de investimento. Fundos com valores mínimo maiores costumam ter rendimentos melhores. Além disso, há regras quanto ao valor mínimo para permanência no fundo. Isto é, até se pode sacar, mas para permanecer, precisar manter certa quantia empenhada na aplicação.

Conclusão

Fundos são um assunto muito vasto e muito interessante, devido sua praticidade e seu fácil acesso.

Estas seis dicas de maneira alguma o esgotam, mas servem como um bom começo para quem quer começar a investir.

invista através de uma corretora e com ajuda de um agente autônomo de investimento. Sua segurança e seu lucro só tendem a aumentar.

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